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Existe um mercado que movimenta bilhões de dólares todos os anos, envolvendo compradores da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia, e o Brasil é o maior fornecedor global. O produtor rural brasileiro que já é protagonista na produção de soja, tem a chance de ser protagonista também nesse outro jogo: o dos créditos RTRS.
A sigla vem de Round Table on Responsible Soy, uma iniciativa global que certifica soja produzida dentro de critérios sociais, ambientais e trabalhistas rigorosos. Quando uma fazenda passa por esse processo e obtém a certificação, ela passa a gerar créditos negociáveis, que podem ser vendidos separadamente da soja física para empresas que precisam comprovar que a matéria-prima que utilizam tem origem responsável.
É, em linguagem direta, uma segunda fonte de receita nascida da mesma lavoura.
Em 2025, foram produzidas globalmente 10 milhões de toneladas de soja com certificação RTRS, e 8 milhões delas foram efetivamente comercializadas.
“80% dos créditos tiveram liquidez. É um número razoavelmente bom, ou seja, praticamente todo mundo que certificou conseguiu vender”, aponta Charton Locks, cofundador e COO da Produzindo Certo.
O Brasil responde pela maior fatia dessa produção. Entre 80% e 90% do volume total certificado globalmente sai daqui.
O que está entre a fazenda e a certificação RTRS
A oportunidade existe. O mercado compra. Mas o caminho entre a porteira da fazenda e o certificado na mão do produtor passa por um território que ainda poucos dominam: os padrões de certificação.
Cada certificação opera com base em um conjunto de requisitos técnicos, sociais e ambientais que precisam ser atendidos integralmente pela propriedade. A Produzindo Certo atua, então, como agente de orientação para fazendas que querem obter ou manter a certificação RTRS, cobrindo todas as etapas do processo: da análise de elegibilidade da propriedade até o apoio na comercialização dos créditos gerados.
“A gente consegue facilitar o entendimento dos padrões de certificação para o produtor”, explica Charton. “Primeiro a gente faz uma análise se a fazenda cumpre ou não o padrão. E aí, para todos os itens que a fazenda não cumpre, oferece uma orientação técnica do que ele deveria fazer para que o padrão fosse atendido.”
Tecnologia que faz o mapa antes de você partir
Para permitir que os processos de certificações sejam mais simples e rápidos, a Produzindo Certo possui uma plataforma com um sistema multiprotocolo capaz de acomodar os critérios de diferentes certificações, gerar relatórios padronizados e direcionar o técnico em campo com precisão.
Cada certificação tem seus elementos específicos, e a plataforma foi construída exatamente para acomodar essa diversidade.
Há ainda um segundo efeito dessa tecnologia, mais silencioso, mas igualmente estratégico: a base de dados acumulada. A Produzindo Certo já visitou e aplicou seu protocolo próprio em mais de 11.000 fazendas pelo Brasil. Isso significa que, para cada nova certificação que surge no mercado, a empresa consegue cruzar os dados já coletados e identificar quais propriedades estão mais próximas de atingir aquele padrão específico.
A fazenda nunca começa do zero: ela parte de um diagnóstico já existente.
Grupos que tornam o custo da certificação menor
A Produzindo Certo trabalha também para facilitar o custo da operação para os interessados, por meio da formação e gestão de grupos certificados, modelo previsto pela própria estrutura da RTRS.
Ao reunir 20 ou 30 produtores em um único grupo, os custos fixos da certificação se diluem proporcionalmente, tornando a conta viável mesmo para quem tem área menor. “A gente já consegue viabilizar que fazendas de pequeno e médio porte se certifiquem, porque do contrário, você gastaria mais para obter o certificado do que para receber de prêmio”, resume Charton.
A Produzindo Certo vai além: quando há demanda contratada por parte de compradores internacionais, o produtor pode entrar no grupo sem desembolso inicial – os custos de certificação são cobertos, e um prêmio por saca garantido em contrato.
Para quem já gera créditos e quer entender as possibilidades de venda, a Produzindo Certo também atua no assessoramento comercial.
Neste mercado, a maior parte dos compradores de créditos RTRS está fora do Brasil, então a Produzindo Certo usa a carteira de clientes e a experiência acumulada para abrir portas que o produtor dificilmente acessaria sozinho.
O resultado de tudo isso é visível em números: de pouco mais de 300 fazendas com certificação RTRS ativas no Brasil, mais de 100 são atendidas pela Produzindo Certo. A empresa é a maior prestadora de suporte para certificação RTRS do país, segundo Charton Locks.
O mercado de créditos de soja está crescendo. A demanda internacional por soja rastreável e certificada dá sinais de avanço e o produtor brasileiro tem agora a oportunidade de ser recompensado também pela forma como faz isso.
Se você quer entender se sua fazenda está apta para a certificação RTRS, quanto isso custaria, e como a Produzindo Certo pode cuidar de cada etapa desse processo, entre em contato com a nossa equipe.