
Fazenda Pai Manoel – Pai Manoel – Rio Verde (GO)
O Consórcio Reg.IA é o primeiro do gênero focado em agricultura regenerativa na América Latina e inicia, em 2026, o segundo ano do projeto, com o objetivo de converter conceitos técnicos em resultados verificáveis no campo.
Sob a liderança da Produzindo Certo, o consórcio atua como elo entre o conhecimento acadêmico e a rotina do produtor, aplicando um protocolo que seja aceito pela indústria e executável na fazenda.
Este momento de transição para o segundo ano marca a passagem de uma fase de validação para um estágio de estabelecimento do projeto. Neste estágio, o aprendizado acumulado no primeiro ciclo é fundamental para organizar informações complexas e garantir que a mudança de manejo ocorra de forma segura e transparente.
Consolidação técnica e novos aliados estratégicos
Conforme explicam João Shimada, Head de Agricultura Regenerativa, e Monalisa Muhl, Coordenadora de Projetos, neste momento o Reg.IA tem como estratégia priorizar a expansão das parcerias dentro do território brasileiro, como as áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e do Paraná.
A expansão para o exterior, por sua vez, permanece como uma meta futura, dependendo da consolidação de resultados que garantam a padronização do modelo.
Para reforçar essa estrutura, o consórcio ampliou sua rede de cooperação com a entrada de parceiros que agregam competências complementares.
As empresas BrasilSeg, Inplanet, Mina Mercantil e Proforest passaram a compor o grupo, aportando expertise técnica, soluções financeiras e ferramentas de gestão de risco. Elas se juntam aos parceiros que já integravam o consórcio no primeiro ano: Bayer, Agrivalle, GAPES e Milhão Ingredients.
Essa diversidade permite que o Reg.IA ofereça um suporte amplo, que contempla tanto o manejo da terra quanto a segurança financeira do produtor durante a transição de sistema produtivo.

Fazenda Pai Manoel – Pai Manoel – Rio Verde (GO)
Tecnologia como suporte à decisão técnica
O suporte tecnológico do consórcio está disponível na Plataforma Produzindo Certo, que fornece a base para a coleta e análise de dados das propriedades participantes. Ao longo do primeiro ano, essa estrutura digital foi refinada para permitir diagnósticos rápidos e rastreáveis, o que facilita o processamento da quantidade de informações geradas no campo.
O uso de inteligência artificial surge nesse contexto como uma ferramenta de organização para lidar com o volume de informações na cadeia produtiva.
A tecnologia deve servir como um apoio prático para quem está na linha de frente da produção. “A IA vem como um facilitador da vida das empresas e do produtor, que precisam saber lidar com essa avalanche de dados no agronegócio atual”, explica Shimada.
Dessa forma, o ambiente digital contribui para que as análises de campo sejam diagnósticos consistentes que realmente auxiliam o gestor a tomar decisões fundamentadas e seguras.
Indicadores que conectam a fazenda ao mercado
O desenvolvimento de um protocolo de agricultura regenerativa exige um alinhamento entre o rigor das boas práticas e a realidade operacional do produtor. Entre as práticas com maior aceitação estão o plantio direto e o uso de culturas de cobertura, que melhoram a saúde do solo e oferecem retorno agronômico perceptível.
Além do manejo físico, a eficiência no uso de insumos e a adoção de biológicos têm ganhado relevância tanto na porteira quanto na indústria compradora. Esses indicadores possuem alta aderência porque atendem às demandas de sustentabilidade das empresas sem comprometer a execução técnica na fazenda.
Ao focar em práticas que o produtor consegue implementar com segurança, o consórcio reduz barreiras e demonstra que a regeneração é um caminho viável para diferentes perfis de propriedades.

Fazenda São José – Rio Verde (GO)
O guia prático para a transição regenerativa
Um dos avanços fundamentais para o segundo ano do Reg.IA é a simplificação da linguagem técnica para facilitar a rotina do produtor. A partir dos aprendizados do ciclo inicial, a Produzindo Certo está estruturando ferramentas que tornam as recomendações mais acessíveis.
A principal iniciativa nesse sentido é a criação de um manual de aplicação de práticas, desenhado para funcionar como um guia objetivo para quem deseja evoluir no manejo.
A ideia é que o produtor tenha em mãos um passo a passo claro que reduza incertezas operacionais. “A proposta é detalhar uma ‘receita’ para implementação, explicando de forma objetiva cada uma das práticas presentes no cardápio de práticas opcionais do Reg.IA”, detalha Muhl.
Esse material vai buscar aumentar a segurança na tomada de decisão e facilitar a adoção das práticas no dia a dia da propriedade, tornando o protocolo tecnicamente robusto e executável.
O segundo ano do Reg.IA reafirma o compromisso com a construção de uma agricultura que recupera a saúde dos biomas enquanto mantém o desempenho produtivo. Com processos estabelecidos, parceiros estratégicos e uma base tecnológica sólida, o consórcio se posiciona como a referência prática para as empresas que buscam liderar a agenda regenerativa na América Latina.
Gostaria de saber como a sua empresa ou propriedade pode integrar o Consórcio Reg.IA e acessar protocolos de agricultura regenerativa validados pelo mercado? Entre em contato com o nosso time de especialistas.